sábado, 11 de julho de 2015


A dor de esperar por algo
que nunca vem.

A dor de saber que esse algo não vem
e mesmo assim
continuar
esperando.

Mais um dia,
de derrota,
mais uma noite
esperei,
fracassei de novo.

As tentativas todas
em vão.

É...

Não foi
dessa vez,
não foi

nessa vida.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Os dias de solidão estão de volta.

Silêncio. Acima de tudo, o silêncio, intocável.
A casa vazia, o escuro.
A música, se fazendo muda.

Os livros que tudo falam, mas não lhes dou ouvidos.
Na verdade, nada importa agora.
Desacelerei.

Sobre a minha saudade.

Porque nem toda saudade é feia e sofrida, nem toda saudade é tão dolorosa. Algumas são coloridas, bem humoradas e de vez em quando, até servem de companhia.
Há saudade que faça falta. Tem saudade que foge e já não mais se encontra. Existem saudades passageiras e outras bem teimosas... Saudades de verão. Há aquela que você sabe que te machuca mas não permite que ela se vá.
Às vezes, a saudade é tudo que resta daquilo que foi belo, mesmo amarga, torna-se bonita, trágica, sensível. Se livrar dessa saudade significa aniquilar de uma vez por todas o sentimento. A saudade nos conserva resquícios de amor.

Começar
Um assunto qualquer
Um olhar
Diferente
Um começo
Exatamente igual
Qualquer
Outro
Mau começo

Tudo era
Especial
Quase nada
Atrapalharia
O que não
Foi

Terminar
O que
Ficou no olhar
Diferente
Terminou
Exatamente igual
Não.
Foi diferente.